sábado, 13 de fevereiro de 2016

R.G. versus Identidade





Muito sábio foi o homem que afirmou: “...quem se isola morre lentamente, quem se abre às

pessoas e à novas experiências, conhece a si mesmo gradualmente...”.

Tem aqueles que demoram uma vida inteira para se encontrarem, outros que descobrem a

cada dia um novo EU.

Ao mesmo passo, por vezes horas depois do primeiro grito de liberdade, recebemos, do

sistema instaurado, um número, um R.G., uma identidade.

Antes de mim, já “sabem” quem sou e durante minha vida toda serei pautado por isso. Tomam

me como um mero número, uma estatística. Os serviços que me devem, seguem a lógica. Eles

acham que me conhecem.

Estendo às ciências, perenes tentativas de me acompanhar, de me entender e prover.

Mas prover o que para um número?

Se ainda dividissem... constante mesmo é a subtração, a soma, é negada.

(...) choro.

E o próprio ato denota minha humanidade, minha real identidade.

Sou aquele que almeja o sol todos os dias, promete a Lua à mulher amada e vê esperança no

verde.

Sou aquele que se iguala à você na hora da dor e do amor.

Posso ser só mais um, no entanto, o potencial é de UM em um milhão.

Prazer, Estevão.





 por Estevão Martins em 15/01/2013


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